Entrevista Publicada no site "Você com mais tempo":

 

Problemas com as atividades desempenhadas, condições insatisfatórias de trabalho, agenda desorganizada e rotina indisciplinada são algumas das causas que contribuem para o crescimento na incidência de males físicos e psicológicos no universo corporativo

Daiana Versolatto/MBPress

As exigências do cotidiano fornecem prazos cada vez mais apertados, dedicação plena às atividades desempenhadas, cumprimento de tarefas simultâneas e uma grande pressão diária.
Síndrome de uma sociedade acelerada, que vive em eterno conflito contra o relógio, o estresse, apontado por especialistas como um dos males do século XXI, tornou-se parte do dia-a-dia das pessoas e pode ser observado nos mais variados cenários do cotidiano. No ambiente de trabalho, em especial, normalmente costuma ser ativado pelos não menos famosos prazos, pressão e cobrança desenfreada por resultados.

Para Alexsandra Gagliardi, diretora comercial de uma assessoria paulistana em promoção de saúde e qualidade de vida corporativa, essa é uma tendência que não deverá diminuir. Ao contrário, tende a ser cada vez maior. “A palavra-chave, portanto, é ‘gerenciamento’ de estresse em função do tempo”, orienta. “Já que ele (o estresse) está no nosso dia-a-dia em praticamente todas as nossas atividades, cabe a cada um de nós aceitá-lo de uma maneira positiva ou negativa.”

Não saber lidar com esse vilão dos tempos modernos pode acarretar, entre outros problemas de saúde, doenças cardiovasculares, ansiedade, depressão, síndrome do pânico e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Prova disso foi apresentada há pouco mais de um ano pela revista Psychological Medicine. Um estudo realizado em agosto de 2007 com 1 mil participantes, todos com 32 anos de idade, revelou que 45% dos novos casos de depressão ou ansiedade apresentados estavam associados à alta pressão por prazos e resultados no ambiente corporativo. De acordo com os pesquisadores britânicos, responsáveis pela pesquisa, funções estressantes no trabalho dobram os riscos de depressão entre quem as desempenha.

Normalmente, quando a doença bate à porta, seja ela causada por fatores físicos ou psicológicos, o afastamento do emprego, ainda que temporário, é praticamente inevitável. Isso acontece, segundo a psicóloga Viviane Sampaio, de São Paulo, porque o cansaço físico excessivo e a perda de interesse em geral, dois dos principais sintomas da depressão, dificultam a realização das atividades rotineiras.

Foi o que aconteceu com a executiva Márcia Bongiovani, diretora administrativa da Bema Administradora de Condomínios, de São Bernardo do Campo (SP). Após 16 anos de dedicação diária quase absoluta ao trabalho, Márcia foi nocauteada pela depressão. “Não agüentei a pressão diária, as exigências excessivas e o grande número de tarefas que eu tinha que desenvolver sozinha”, desabafa.

As fortes dores musculares, as noites mal dormidas e os ataques de pânico não foram suficientes para que ela percebesse que havia sido vitimada pela doença. Quem diagnosticou o problema foi justamente o patrão, quando percebeu que a funcionária havia perdido o interesse pelo trabalho, o que dificultava seu desempenho e a execução de suas atribuições.

Para evitar que a situação atinja o limite do intolerável, a psicóloga Viviane Sampaio explica que identificar prioridades, a partir da organização das agendas pessoal e profissional, é o caminho mais recomendado. “Não se comprometer com uma série de compromissos que não poderão ser cumpridos, aprender a delegar tarefas, promover mudanças e, principalmente, identificar o que lhe causa estresse no dia-a-dia também podem contribuir bastante para o combate a esse mal”, conclui a especialista.

Daiana Versolatto/MBPress
Veja a matéria na íntegra:
http://www.vocecommaistempo.com.br/bn_conteudo.asp?cod=167&opr=88&sub=0


Sintonia Assessoria em Promoção da Saúde e Qualidade de Vida - Tel: (11) 2307-7807
© 2009 Sintonia QV - Todos os direitos reservados - Designed by Analogia IT